Sexta-feira, 17 de Julho de 2009

Todos são caminhos



...Por que essa porta tão estreita, que é dada ao menor número transpor, se a sorte da alma está lixada para sempre depois da morte? É assim que, com a unicidade da existência, se está incessantemente em contradição consigo mesmo e com a justiça de Deus. Com a anterioridade da alma e a pluralidade dos mundos, o horizonte se amplia... (Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo 18, item 5.)


Também os caminhos inadequados que tomamos ao longo da vida são parte essencial de nossa educação. A cada tropeço é preciso aprender, levantar novamente e retornar à marcha.


Tudo o que sabemos hoje aprendemos com os acertos e erros do passado, e cada vez que desistimos de alguma coisa por medo de errar estamos nos privando da possibilidade de evoluir e viver.


A estrada por onde transitamos hoje é nossa via de crescimento espiritual e nos levará a entender melhor a vida, no contato com as múltiplas situações que contribuirão com o nosso potencial de progresso.


Devemos, no entanto, indagar de nós mesmos: “Será este realmente meu melhor caminho?”


Porventura é correta a senda por onde transito?”


É justa a observação e têm propósito nossas dúvidas; por isso, raciocinemos juntos:


Se Deus, perfeição suprema, nos criou com a probabilidade do engano, modelando-nos de tal forma que pudéssemos encontrar um dia a perfeição, é porque contava com nossos encontros e desencontros na jornada existencial.


Se nos gerou falíveis, não poderá exigir-nos comportamentos sempre irrepreensíveis, pois conhece nossas potencialidades e limites.


Se criaturas como nós aceitamos as falhas dos outros, por que o Criador em sua infinita compreensão não nos aceitaria como somos?


Pessoas não condenam seus bebês por eles não saber comer, falar e andar corretamente; por que espíritos ainda imaturos pagariam por atos e pensamentos que ainda não aprenderam a usar convenientemente, pela sua própria falta de madureza espiritual?


O que pensar da Bondade Divina, que permite que as almas escolham seu roteiro, de acordo com o livre-arbítrio, e depois cobrasse aquilo que elas ainda não adquiriram?


A Divindade é “Puro Amor” e sabe muito bem de nossos mananciais espirituais, mentais, psicológicos e físicos, ou seja, de nossa idade evolutiva, pois habita em nosso interior e sempre suaviza nossos caminhos.


Na justa sucessão de espaço e tempo, condizente com o nosso grau de visão espiritual, recebemos, por meio do fluxo divino, a onipresença, a onisciência e a onipotência do Criador em forma de “senso de rumo certo”, para trilharmos as rotas necessárias à ampliação de nossos sentimentos e conhecimentos.


Diz a máxima: “Não se colhem figos dos espinheiros”(1); ora, como impor metas sem levar em conta a capacidade de escolha e de discernimento dos indivíduos?


Efetivamente, nosso caminho é o melhor que podíamos escolher, porque em verdade optamos por ele, na época, segundo nosso nível de compreensão e de adiantamento.


Se, porém, achamos hoje que ele não é o mais adequado, não nos culpemos; simplesmente mudemos de direção, selecionando novas veredas.


A trilha que denominamos “errada” é aquela que nos possibilitou aprendizagem e o sentido do nosso “melhor”, pois sem o erro provavelmente não aprenderíamos com segurança a lição.


Nós mesmos é que nos provamos; a cada passo experimentamos situações e pessoas, e delas retiramos vantagens e ampliamos nosso modo de ver e sentir, a fim de crescermos naturalmente, desenvolvendo nossa consciência.


Ninguém nos condena, nós é que cremos no castigo e por isso nos autopunimos, provocando padecimento com nossos gestos mentais.


Aceitemos sem condenação todas as sendas que percorremos. Todas são válidas se lhes aproveitarmos os elementos educativos, porque, assim somadas, nos darão sabedoria para outras caminhadas mais felizes.


Mesmo aquelas trilhas que anotamos como caminhos do mal, não são excursões negativas de perdição perante a vida, mas somente equivocadas opções do nosso livre-arbítrio, que não deixam de ser reeducativas e compensatórias a longo prazo.


Cada um percorre a estrada certa no momento exato, de conformidade com seu estado de evolução. Tudo está certo, porque todos estamos nas mãos de Deus.


(1) Lucas 6:44.


Do livro “Renovando Atitudes” (Cap. 42) - Pelo Espírito Hammed - Psicografado por Francisco do Espírito Santo Neto


Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

Dias de Sombra

Coincidentemente, há dias que se caracterizam pela sucessão de ocorrências desagradáveis. Nada parece dar certo. Todas as atividades se confundem, e os fatos se apresentam deprimentes, perturbadores. A cada nova tentativa de ação, outros insucessos ocorrem, como se os fenômenos naturais transcorressem de forma contrária.


Nessas ocasiões, as contrariedades aumentam, e o pessimismo se instala nas mentes e na emoção, levando-as a lembranças negativas com presságios deprimentes.


Quem lhe padece a injunção tende ao desânimo, e refugia-se em padrões psicológicos de auto-aflição, de infelicidade, de desprezo por si mesmo. Sente-se sitiado por forças descomunais, contra as quais não pode lutar, deixando-se arrastar pelas correntes contrarias, envenenando-se com o mau humor.


São esses, dias de provas, e não para desencanto; de desafio, e não para a cessação do esforço.


Quando recrudescem as dificuldades, maior deve ser o investimento de energias, e mais cuidadosa a aplicação do valor moral da batalha.


Desistindo-se sem lutar, mais rápido se dá o fracasso, e quando se vai ao enfrentamento com idéias de perda, parte do labor já está perdido.


* * *

Nesses dias sombrios, que acontecem periodicamente, e às vezes se tornam contínuos, vigia mais e reflexiona com cuidado. Um insucesso é normal, ou mesmo mais de um, num campo de variadas atividades. Todavia, a intermina sucessão deles pode ter gênese em fatores espirituais perniciosos, cujas personagens se interessam em prejudicar-te, abrindo espaços mentais e emocionais para intercâmbio nefasto contigo, de caráter obsessivo.


Quanto mais te irritares e te entregares à depressão, mais forte se te fará o cerco e mais ocorrências infelizes tomarão forma. Não te debatas até a exaustão, nadando contra a correnteza. Vence-lhe o fluxo, contornando a direção das águas velozes.


Há mentes espirituais maldosas, que te acompanham, interessadas no teu fracasso. Reage-lhes a insídia mediante a oração, o pensamento otimista, a irrestrita confiança em DEUS.


Rompe o moto-contínuo dos desacertos, mudando de paisagem mental, de forma que não vitalizes o agente perturbador.


Ouve uma música enriquecedora, que te leve a reminicênscias agradáveis ou a planificações animadoras. Lê uma pagina edificante do Evangelho ou de outra obra de conteúdo nobre, a fim de te renovares emocionalmente.


Afasta-te do bulício e repousa; contempla uma região que te arranque do estado desanimador. Pensa no teu futuro ditoso, que te aguarda. Eleva-te a DEUS com unção e romperás as cadeias da aflição.


* * *

Há sempre Sol brilhando além das nuvens sombrias, e quando ele é colocado no mundo íntimo, nenhuma ameaça de trevas consegue apagar-lhe, ou sequer diminuir-lhe a intensidade da luz. Segue-lhe a claridade e vence o teu dia de insucessos, confiante e tranquilo.


Joanna de Ângelis

(Da obra “Momentos de Saúde” - Psicografia: Divaldo Franco)


Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Escravos...


Viviane iniciou a sua comunicação deixando transparecer, através de lágrimas, uma vida repleta de amarguras. Nascera com os braços mutilados. Seu pai a criara em um prostíbulo no qual trabalhavam suas irmãs no exercício ingrato de mercadejar os corpos. Ela, mesmo com os membros superiores atrofiados, mantida às escondidas em quarto nos fundos do bordel, era às vezes violentada por clientes bêbados, sob a aquiescência do pai, que parecia odiá-la.


Ela também o odiava, pois em suas bebedeiras abusava dela sexualmente, atitude incompreensível e imperdoável, segundo sua opinião de mulher ultrajada.


Diante de tanto sofrimento, adentrou o túmulo enlouquecida, sendo recolhida por amigos espirituais que, depois de demorado tratamento, a trouxeram para uma catarse.


- Você acredita que Deus é justo? - perguntei-lhe


- Acredito! Mas não entendo como a sua justiça age.


- Se você admite a existência de um Deus justo, deve acreditar que a causa do seu sofrimento é justa. Isso lhe parece lógico?


- Sim.


- Já lhe disseram que vivemos muitas existências sobre a Terra?


- Já me falaram sobre reencarnação, mas não tive coragem de saber o que fiz no passado.


- Pois bem! Se as causas do seu sofrimento não se encontram na existência em que se chamou Viviane, teremos que voltar no tempo a fim de encontrarmos o núcleo do seu problema.


- Não! Não quero! Tenho medo! Não quero saber o que fiz àquele homem ou o que fez a mim.


Viviane já tentara a regressão no plano espiritual e não conseguira. Encontrava-se na delicada faixa do sofrimento embrutecido, misto de mágoa e dor. Mais um pouco e resvalaria nos despenhadeiros do ódio. Então eu a desafiei tentando tirá-la dessa perigosa situação.


- Você me parece uma pessoa corajosa! Por que então, no lugar de se fazer de vítima, alimentando a autopiedade, não recorre à sua fibra de mulher e age? A regra da casa é: Estando caído, levanta-te! estando em pé, segue adiante!


Iniciei a magnetização advertindo-a de que seguisse mentalmente a música, sempre no ar durante toda a reunião. Haja o que houver, não a perca, pois ela a levará ao passado, insisti.


Viviane obedeceu e pouco a pouco pareceu despertar em outro cenário, longe daquele catre onde vivera.


- Escravo teimoso! Ele é meu! Sua função é satisfazer-me em minhas necessidades!


- Por que você julga que esse escravo lhe pertence?


- Porque o comprei! Tenho necessidades. Para isso ele serve.


- Como é o seu nome?


- Catarina.


- Em que país você mora?


- Por que você me faz tantas perguntas? Quem pergunta tanto só pode ser um espião!


- Sou seu amigo. Quero apenas entender a sua situação para poder ajudá-la.


- Moro na Inglaterra. Sou de família nobre. Obrigaram-me a casar com aquele velho para aumentar nossas riquezas. Por isso tenho esse escravo que me satisfaz.


- De onde veio o escravo?


- Da Índia. Não quero que ele se envolva com nenhuma outra mulher. Eu já o adverti. Se me desobedecer, ele morre.


- Vamos um pouco para adiante, Catarina. O que aconteceu com o escravo?


- Eu mandei castrá-lo e em seguida matá-lo. Ele teve o atrevimento de me desobedecer.


- E o seu marido?


- Era um fraco! Suicidou-se quando soube do ocorrido.


- E como foi a sua velhice?


- Só! Abandonada. Todos me abandonaram por causa dessa maldita doença (hanseníase).


- Muito bem Catarina! Lembre-se de tudo quanto reviveu e volte para o hoje.


Ainda chorosa, ela comentou:


- Quero esquecer! Quero esquecer! Por favor, faça-me esquecer!


- Agora você já sabe a verdade. A verdade, segundo Jesus, liberta o espírito das amarras da ignorância.


E ainda sob a ação dos acordes de Chopin, meu velho amigo Falcão aplicou-lhe um passe, no que ela foi mansamente adormecendo.


Tudo levava a crer que senhora e escravo haviam se reencontrado. Infelizmente, ambos mais escravos que libertos. O sofrimento continuaria a trabalhar suas almas até que a paz tivesse condições de quebrar-lhes, de vez, as algemas.


Da Obra: Doutrinação - Diálogos e Monólogos
Autor: Luiz Gonzaga Pinheiro


Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Nem sempre a notícia vem...




Caros irmãos! Estou aqui para tentar esclarecer alguns pontos.


Muitos andam em busca de notícias dos entes amados que já não se encontram mais entre vós e sim entre nós. Muitos colocam toda a sua fé numa linha que seja e que os façam reconhecer o ser amado.


Mas, nem sempre ela vem. Nem sempre temos notícias de quem se foi. E isso depende muito de vários fatores. Depende de merecimento, de condições psíquicas, de condições de saber como lidar com esta notícia.


Muitos procuram sem jamais encontrá-la. Pois, por algum motivo que não nos é revelado, não nos é permitido acesso a tais revelações. Será que todos estaríamos em condições de saber a verdade ? Notícias que faramn bem a uns, não seriam bem interpretadas por outros.


Deus em sua grande misericórdia e bondade, sabe a quem e porque deveria uma mensagem chegar.


Já nos bastaria crer que há vida após a morte. Que a morte não existe, que tudo continua e que é chegada a hora da colheita de tudo o que foi semeado. Muitos só acreditam quando algo concreto lhes é apresentado.


Feliz daquele que crê sem ter visto, sem ter provas disto. Oremos e levemos o pensamento até o ser que sentimos saudades. Troquemos com este ente amor, carinho e afeto e isso já faz a ligação entre os dois mundos, entre as duas almas.


Nossas ligações durante o sono ou não deixam uma sensação de bem estar. Muitas vezes não temos notícias simplesmente porque nosso afeto já retornou (já reencarnou) e às vezes está mais próximo do que imaginamos. Os laços afetivos, as afinidades e o amor conquistados com o espírito nunca se rompem. São eternos. Todos os espíritos são irmãos antes de serem genitores, tios, avós ou a pessoa amada.


Não é errado querer saber de quem já não está entre nós, mas isso não pode ser levado como uma simples curiosidade. Se a notícia não trouxer nada que acrescente além de matar a curiosidade, de que ela servirá ?! Tudo na vida só tem um fundamento se acrescenta, se faz bem; caso contrário, melhor que continue no esquecimento.


Nem sempre somos merecedores, nem sempre o ente tem condições de dar notícias, nem sempre essa comunicação traz paz e conforto. Portanto, amigos, confiemos na bondade do Pai Maior e deixemos que seja feita a vontade Dele, pois esta não corre o risco jamais de estar errada... Nossas vontades, muitas vezes, se realizadas, nada de bom trariam ao coração.


Oremos, acreditemos e esperemos com resignação notícias de nossos irmãos amados, sem, contudo, atrapalhar-lhes a evolução e o trabalho a que se prestam deste outro lado. Deus Nosso Pai sabe da necessidade de cada um de nós e nos dá de acordo com nosso merecimento e para o nosso bem.


Se nos é permitido mandar notícias, mandamos; se sois merecedores, recebereis. Mas tudo na vida tem um porque. Nada se faz sem propósito. E peçamos a Deus entendimento necessário para a falta de notícias ou pela não realização de todas as nossas vontades, que, por certo, são para o nosso bem.


Fiquem em paz e que o Mestre Querido conforte vossos corações e abrande a saudade. Uma noite de muitas paz e um sono tranquilo a todos que, durante o sono, as saudades possam ser amenizadas.


Assinado: Irmão Otávio

Sorocaba, Outubro de 2007.

Médium: S.A.O.G.


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...a morte também faz parte do sentido da vida e as respostas das quais precisamos nem sempre estão disponíveis quando queremos; mas sim quando precisamos. Marcos Grignolli


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Retirado do blog Partida e Chegada



Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Sobre mensagens de espíritos familiares


A Doutrina Espírita, através de estudos experimentais, esclareceu a respeito da comunicabilidade entre o Mundo Material e o Mundo Espiritual, elucidando o quanto este fenômeno é comum e natural, demonstrando que o intercâmbio sempre aconteceu, em todas as épocas da humanidade e em todas as civilizações.


À época da Codificação, a evocação de Espíritos era uma prática muito frequente, sendo utilizada por Allan Kardec para estudos diversos. Em algumas oportunidades, antigos membros da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas foram evocados e relataram sua situação no além-túmulo.

É bem verdade que diante da dor causada pela desencarnação de um ente querido, os Espíritos separados - encarnados e desencarnados - sentem saudade e a necessidade do reencontro, o que é plenamente possível.

Vejamos valiosa lição deixada por Chico Xavier neste sentido: Quando o seu trabalho de psicografia estava no auge, ele recebia inúmeros pedidos de parentes para receber mensagens dos entes queridos desencarnados. Chico, na sua humilde sabedoria, sempre evitou levar nomes para serem evocados para este fim e se justificava dizendo: “o telefone toca de lá para cá”.

No atual contexto do movimento espírita, a evocação dos espíritos está quase totalmente esquecida, dando-se preferência às manifestações espontâneas. Kardec informa, no capítulo XXV do Livro dos Médiuns, que devemos usar “as duas maneiras de agir” (evocações e espontaneidade), pois as duas “têm suas vantagens e só haveria inconveniente na exclusão de uma delas.”

No Livro dos Espíritos, a questão 935 explora este assunto. Na época, muitos consideravam que as comunicações de além-túmulo eram profanação. Os Espíritos da Codificação esclarecem que não há profanação nestas mensagens, desde que “haja recolhimento e quando a evocação seja praticada respeitosa e convenientemente.” Para reforçar esta opinião, os respondentes lembram dos Espíritos que acodem com prazer ao nosso chamado. Sentem-se felizes quando nos lembramos deles e por se comunicarem conosco.

Certamente este tipo de comunicação só deve ser praticada por grupos experientes, que tratam a questão com a seriedade devida. Caso contrário, permanecerão sob jugo de Espíritos enganadores e brincalhões, que existem por toda parte.

A Doutrina Espírita nos ensina que a possibilidade de comunicação vai depender da situação em que o Espírito se encontre. Alguns estão em estado de perturbação que não os permitem se comunicar, enquanto outros podem estar cumprindo tarefas importantes que os impedem de fazerem contato. Por isso devemos ter muita paciência e compreensão e aguardar o momento propício para que a comunicação aconteça. Os Espíritos que são desprendidos da matéria desde a vida terrena, tomam consciência de que estão fazendo parte da vida espírita bem cedo, porém aqueles que viveram preocupados apenas com seu lado material permanecem no estado de ignorância por longo tempo.

Emmanuel foi um grande defensor da espontaneidade em todas as comunicações com o invisível. Recomenda que o espírita-cristão deve encontrar na sua fé o mais alto recurso de cessação do egoísmo humano, ponderando quanto à necessidade de repouso daqueles a quem amou, esperando a sua palavra direta quando e como julguem os mentores espirituais conveniente e oportuno. Devemos pedir sem exigir, orar sem reclamar, observar sem pressa, considerando que a esfera espiritual nos conhece os méritos e retribuirá os nossos esforços de acordo com a necessidade de nossa posição evolutiva e segundo o merecimento de nosso coração.

Portanto, por todos estes fatores, embora seja possível se comunicar com entes queridos que já partiram, é importante que procuremos uma Casa Espírita onde os dirigentes sejam pessoas idôneas. Mesmo assim, é mais prudente tomarmos muito cuidado com as comunicações de parentes desencarnados, pois na maioria das vezes não há como identificar se ela é autêntica, principalmente se é dada por médiuns sem preparo para a tarefa. Frequentemente, Espíritos enganadores estão ligados a estes médiuns, brincando com a dor alheia ou então estimulando o ego do médium, emprestando a este uma importância que não tem.

No mais, lembremos que existe um meio muito comum de comunicação entre os dois planos da vida: através dos sonhos. Durante a emancipação provocada pelo sono, o Espírito encarnado tem ampliada sua sensibilidade e seus sentidos, podendo se encontrar e manter diálogos com os Espíritos desencarnados de sua afeição.


Edição de texto retirado do site OSGEFIC


Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

"Meu tempo por aí terminou"...


Boa noite a todos, meu nome é Vitor.

Venho a pedido da minha mãe. Ela quer notícias minhas para, talvez, se sentir mais aliviada. Acho que ela, como toda mãe, se sente responsável pelo meu desencarne. Tive sérios problemas de respiração e, quando menos se esperava, as coisas pioraram e eu morri. Nem foi muito novidade para mim. Acho que eu até já esperava, apesar de ter apenas quinze anos. Mas meus pais (minha mãe) se desesperou. Fez perguntas, tentou saber o porquê, mas quem somos nós pra querer saber ou que Deus nos dê satisfação de seus atos, não é mesmo!?

Pois é... Eu morri, mas pra mim não foi difícil. Minha mãe tomou outros caminhos e graças a uma amiga, começou a ler e perceber que a morte não existe. Hoje ela é mais tranquila, mas ainda quer notícias pra ter certeza de que estou bem. Mamãe Elaine — ou Eliana (nota do transcrevente) —, eu estou bem e feliz. Meu tempo por aí terminou e talvez, o bom de tudo isso tenha sido você perceber que a vida continua.

Sei que pensa em mim e tenta não ficar me chamando. Que sente minha falta, mas agradece a Deus pelo tempo que estivemos juntos. Eu te amo e sempre te amei. Vou te esperar, porque nossa vida vem de outras... e meu amor por você não é pequeno, nem de agora. Sei que quando você ouve uma música que eu gostava se lembra e tenta não chorar. Não faça isso. Chore se tiver vontade. Só não blasfeme como muita gente faz.

Choro é normal naqueles que perdem um ente querido. Viva, dedique-se, ajude e tente compreender que estaremos juntos. Nosso senhor ensina que devemos praticar a caridade. Pratique e continue ajudando outras mães que não têm o mesmo conhecimento seu. Eu estou bem, estudo (como sempre gostei de fazer) e continuo fazendo tudo certinho como você sempre se orgulhou.

Minha vó me ajuda nas lições como você fazia, lembra! Aqui é lindo. Te amo muito e agradeço a oportunidade que me foi dada para conversar com você. Pena meu pai estar longe de você. Te amo. Que Deus permita minha visita a você sempre. Beijos.


Assinado: Vitor

Data: Maio de 2007.

Local: Sorocaba (SP).

Médium: S.A.O.G.


Retirado do Blog Partida e Chegada



Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Chaves Libertadoras



DESGOSTO

Qualquer contratempo aborrece.

No entanto, sem desgosto, a conquista de experiência é impraticável.


OBSTÁCULO

Todo empeço atrapalha.

Sem obstáculo, porém, nenhum de nós consegue efetuar a superação das próprias deficiências.


DECEPÇÃO

Qualquer desilusão incomoda.

Todavia, sem decepção, não chegamos a discernir o certo do errado.


ENFERMIDADE

Toda doença embaraça.

Sem a enfermidade, entretanto, é muito difícil consolidar a preservação consciente da própria saúde.


TENTAÇÃO

Qualquer desafio conturba.

Mas, sem tentação, nunca se mede a própria resistência.


PREJUÍZO

Todo o golpe fere.

Sem prejuízo, porém, é quase impossível construir segurança nas relações uns com os outros.


INGRATIDÃO

Qualquer insulto à confiança estraga a vida espiritual.

No entanto sem o concurso da ingratidão que nos visite, não saberemos formular equações verdadeiras nas contas de nosso tesouro afetivo.


DESENCARNAÇÃO

Toda morte traz dor.

Sem a desencarnação, porém, não atingiríamos a renovação precisa, largando processos menos felizes de vivência ou livrando-nos da caducidade no terreno das formas.


Compreendamos, à face disso, que não podemos louvar as dificuldades que nos rodeiam mas é imperioso reconhecer que, sem elas, eternizaríamos paixões, enganos, desequilibrios e desacertos, motivo pelo qual será justo interpretá-las por chaves libertadoras, que funcionam em nosso espírito, a fim de que nosso espírito se mude para o que deve ser, mudando em si tudo aquilo que lhe compete mudar.



André Luiz
Do livro “Paz e Renovação” - Francisco Cândido Xavier